22 de mar de 2010

Pagu

   Hoje umas amigas vieram me pedir uma sugestão de senha,elas queriam uma curta e fácil de lembrar,bom eu sugeri pra elas que colocassem PAGU,então minha surpresa ao ler "Pagu??".Bom então resolvi postar um pouco sobre uma mulher  que fumava, cortava os cabelos curtos, falava palavrão, casou-se com um homem divorciado para depois ela própria se divorciar. Uma mulher que buscou e muito ser feliz, como todas nós em um mundo que não permitia esse tipo de absurdo! Dizem que a maior obra de Pagu foi a sua vida...


  Quem foi Pagu??
  Pagu foi uma mulher a frente de sua época,esse pseudônimo dado à Patrícia Rehder Galvão pelo poeta Raul Bopp,foi uma escritora,jornalista brasileira e militante comunista.Jovem precoce, começou a escrever muito cedo, e logo se tornou conhecida no meio artístico. Convivia com os modernistas liderados por Oswald Andrade: Mário de Andrade, Anita Malfatti, Benjamim Peret, Tarsila do Amaral (mulher de Oswald), Raul Bopp... Foi o gaúcho Bopp quem lhe deu o apelido, aliás nascido de um equívoco: achou que o nome era Patrícia Goulart e abreviou-o para Pagu. Por Oswald de Andrade, que via nela o "mais autêntico símbolo feminino da ousadia e inconformismo artístico e cultural de seu tempo", ela se apaixonou perdidamente. Ele separou-se de Tarsila; casaram em 1930. No ano seguinte, ingressaram no Partido Comunista; editavam o jornal O Homem do Povo.Neste, e com sua característica independência, Pagu mantinha a coluna A Mulher do Povo, por ela própria ilustrada, e que pretendia mobilizar as mulheres brasileiras para as lutas sociais. Em 1931, depois de ter sido presa por participar num comício dos estivadores em Santos, teve de fazer sua autocrítica para o Partido Comunista; declarou-se então "uma agitadora individual, sensacionalista e inexperiente". Viajou pelo mundo como correspondente de vários jornais. 
Sua visita à ex-União Soviética foi, contudo, decepcionante; em Moscou ela via "gente pobre nas ruas e luxo para os burocratas". Na volta, o casamento com Oswald já terminando, foi presa pelo Estado Novo, por ocasião da chamada Intentona Comunista de 1935. Nos quatro anos e meio de cárcere, sofreu cruéis torturas. Libertada, deixou o Partido Comunista, casou com o também jornalista Geraldo Ferraz e foi morar em Santos. Lá fazia jornalismo cultural, e trabalhou em teatro como tradutora e diretora. Até o fim manteve a sua orgulhosa independência. O verdadeiro artista, disse, é indiferente à opinião dos críticos: "O que lhe importa é abrir novos caminhos para a arte".
Com ele, mais uma das muitas facetas de Pagu vem à tona. Perseguida, na clandestinidade, durante sua vida assinou seus trabalhos sob os mais diferentes nomes. Embora no final da existência detestasse ser chamada de Pagu, nome que parecia querer esquecer, é assim que ela é, até hoje, mais conhecida e admirada

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